Fracassos no currículo: vale a pena mencionar?

Uma dúvida comum em diferentes áreas de atuação está sobre como construir um currículo vencedor. Quais informações colocar? Seguir um modelo tradicional ou uma abordagem mais moderna e dinâmica? Como atrair a atenção de gestores de Recursos Humanos na tentativa de conseguir passar para a próxima etapa? Essas são algumas das dúvidas comuns.

Outra questão, ainda mais específica, está no conteúdo técnico do currículo: afinal, devo colocar os fracassos profissionais e o que aprendi com eles ou focar apenas nos sucessos ao longo da carreira? É sobre isso que trataremos nesse artigo.

Vale a pena colocar fracassos no currículo?

Todo assunto tem alguns mitos e clichês e a busca por um emprego não é diferente. Neste cenário, a ideia geral é que um currículo deve ter apenas elogios e aspectos positivos, pois a falta deles pode indicar algum tipo de fragilidade do candidato para uma determinada vaga. Na prática, não é bem verdade.

Um erro que aparece com frequência entre profissionais é apresentar uma certa dificuldade em abordar suas próprias fragilidades. Um clichê que ilustra esse comportamento é o uso do perfeccionismo como maior defeito.

O que incentivamos aqui, tem como objetivo mostrar ao recrutador que até mesmo os defeitos são, de certa forma, positivos para o crescimento profissional e por fim beneficiarão a organização. Se mostrar como um profissional perfeito, que acerta sempre, não costuma agradar aos recrutadores. Pelo contrário: apenas revela uma grande dificuldade de avaliação pessoal.

Outro ponto importante (e que você precisa saber) é que, especialmente nos dias atuais, direcionar o seu foco apenas aos pontos positivos não é exatamente algo que será bem recebido em um processo seletivo. Todo mundo tem problemas e dificuldades. Não compartilhar falhas dá a entender que você está escondendo algo do recrutador.

Como compartilhar fracassos no currículo?

É natural que, ao falar de fracassos, você fique mais desconfortável do que ao comentar sucessos e realizações. No entanto, aprender a abordar as situações em que as coisas não aconteceram conforme o esperado mostram maturidade, flexibilidade (algo extremamente importante no atual contexto organizacional) e evolução profissional. Vale lembrar que nenhuma trajetória é composta apenas por conquistas.

Desta forma, o compartilhamento de fracassos no currículo, ao contrário do que se imagina popularmente, pode contar pontos positivos para um candidato. Isso mostra transparência e sinceridade em um processo seletivo, algo que geralmente é bem visto na hora de buscar um novo colaborador para atuar em uma empresa.

A melhor maneira de abordar essas dificuldades ao longo da sua carreira é contextualizá-las, algo que inclui uma reflexão sobre aprendizados. Erros são comuns. O que não vai funcionar é apenas listar esses momentos ruins e não trazer nenhum comentário, evolução ou justificativa.

Quais são os fracassos que podem constar no seu currículo?

E o que seriam esses pontos de fracassos de uma carreira que você pode adicionar no seu currículo? Podemos citar três situações principais:

  • Projetos que não se concretizaram conforme esperado
  • Metas projetadas e que não foram alcançadas
  • Empregos que foram perdidos

Novamente, cada uma dessas situações é bem normal na carreira. E, portanto, vale muito mais a pena compartilhar o que elas geraram de aprendizado para você do que tentar omiti-las em um novo processo seletivo.

Usando de um currículo de fracassos, como vem sendo chamado atualmente, você ganha confiança do recrutador, além de mostrar a capacidade de reconhecer falhas e evoluir de maneira contínua. Pense nisso na hora de montar a sua apresentação pessoal para uma empresa em que deseja trabalhar.